Pagã- por Patricia Hironimus

Vou morrer no tédio-ébrio de meu tesão e nenhuma casca de fina uva me será tão turva quanto minha carne crua espalhada pelo chão. Me fazendo limo, bebido como vinho, como bocas abertas no espanto de meu orgasmo derretido, me colo entre os dedos molhados e componho no meu gemido de fruta corrosiva, explodida. Na... Continuar Lendo →

Num sábado de manhã

Hoje pela manhã eu estava conversando comigo mesmo (no fantástico mundo de James) sobre quebrar padrões, sim reflexões num sábado de manhã, e se você me perguntar porque, não vou saber te responder. E então, comecei a molhar meu cabelo. Aquilo me assustou e realmente me deixou mexido, como eu poderia falar que quebro padrões? ... Continuar Lendo →

Emulsão fotográfica

Por Miriam Costa Os filmes de corte transversal ampliado não sabem da solidão do retrato que será em breve revelado...Base em poliéster, na extremidade uma camada anti-halo que impede que os raios de luz atravessem a emulsão...Pré imaginado no papel fotográfico, da ordem micro no seio de outro líquido, surge teu rosto trapaceiro bem escancarado... e... Continuar Lendo →

O Carrasco Tempo

Por Erica Gil Ando muito ocupada e não quero compreender, enxergar, mas tento reparar as mãos, os olhos, o corpo.  O tempo não esconde, não engana e deixa as marcas aparentes, é um carrasco. Vejo sublinhando, assinalando, como mapa nessa carne que pertenço.  Visualizo no espelho uma imagem abarrotada de sonhos.  Apresenta um prazo, então... Continuar Lendo →

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