Retrospectiva 2020

Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”

É um trecho de uma música de Belchior que ano passado foi relembrada por Emicida em AmarElo e ecoou por meses em repeat na minha playlist (aliás minha retrospectiva 2019 o álbum mais escutado foi esse, isso que ele foi lançado já no final do ano, então imaginem o que deu de lágrimas e Amarelo em meus últimos dias de 2019).

Mas acho que ela nunca esteve tão presente em minha vida quanto este ano, e acredito que na vida senão de todes, de muites que leem isso ou vivem neste planeta azul.

2020 foi brabo, e não no sentido bom, tanto que eu fiquei sem postar por muitos dias aqui, por que minha vida parecia mergulhar na lama da inércia. Inclusive estava falando sobre isso com Mayara hoje. Meu cérebro demorou a pegar, e hoje ainda vejo que ele tá lento comparado às tantas coisas que eu fazia em 2019 (faculdade, dois empregos, religião, relacionamento, família, escrita, este projeto para tocar e incentivar escritores… ufa, acho que consegui listar tudo).

Acredito que foi o ano de mais crises existenciais, depois vem o segundo semestre de 2017 quando eu estava na terceira fase da faculdade. Foram muitos nãos, muitas decepções, muitos planos construídos desfeitos (era para eu estar me formando por exemplo), muitas revisões de crenças e muito apoio em minhas decisões.

Enfim, 2020 me modificou de muitas formas, e fez eu ponderar, mudar, quebrar paradigmas e principalmente ser persistente e ter mais fé. A grande novidade é que fui convidado para publicar um conto que eu escrevi para o mês da visibilidade lésbica e publiquei em partes no meu Instagram, e neste momento o livro está em pré-venda (para adquirir clique aqui).

Foi a realização de um sonho, e ao mesmo tempo uma briga intensa com o Impostor que vivia apontando meus erros e que não estava bom e que eu nunca ia chegar lá (seja esse lá onde for)

O fato é que 2020 me ensinou a driblar minhas próprias barreiras auto impostas pela síndrome do impostor e chegar em um lugar utópico (pelo menos pro meu eu de antes).

Eu sinto orgulho de quem sou, e dos frutos que estão nascendo neste jardim que tenho plantado há 32 anos, minha mãe sempre me disse para teimar, para persistir, e isso é o que eu faço.

Esse ano pode ser lembrado com muita dor, mesmo, mas também será o ano que eu poderei dizer o quanto eu consegui amadurecer como pessoa.

Obrigado a todes que continuaram aqui, lendo todos esses textos maravilhosos de todos esses escritores fundamentais para minha vida, nos encontramos lá em 2021, prometo ser mais contínuo (pode ser que eu falhe afinal, termino de faculdade, me perdoem por isso), e que este 2021 seja melhor em tudo o que nossos corações precisarem e desejarem, e possamos nos abraçar novamente.

Bom final de ano pra todes!

Me segue na minhas redes!

3 comentários em “Retrospectiva 2020

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