Trajeto oco

Por Erica Gil Necessário atravessar o meu peito e percorrer os versos. Pura ousadia e coragem sentir as paredes sem nenhum rastro de sangue. Caminhar no túnel de agonia, oco e desconcertante.Uma luz no fundo, aproveitei para chutar as palavras e pisotear as rimas. Abatido …A última gota de vida, lamentei os sinais vitais.

Devolva-me

Por Erica Gil Devolva-meA vontade de acreditarO olhar serenoAs palavras engraçadasOs dias corridosA vida continua parada e dilacerada Devolva-meAs risadasOs abraços apertadosA primaveraA alegriaA poesia Não dou importância para solidãoDevolva-me a alma e o coração. Na resistênciaCom as minhas urgências.

O sol, a tarde, a saudade

Por Erica Gil Peguei o bonde para a sua cidade procurando a saudade. As ruas tranquilas, os olhares tristes e as casas vazias. Soltei na próxima esquina, entendendo as placas de sinalização (Direita - Avenida da Liberdade e Esquerda - Praça dos Desejos). Nem direita, nem esquerda, fiquei parada no cruzamento da Esperança para contemplar... Continuar Lendo →

Cenário

Por Erica Gil A madrugada mudaNa confusão da carneA alma é nuaA lua insinuaO desejo contempla a paisagemO vento na sombra do tempoSentimento minguanteFuga das estrelasOlhos friosA felicidade sem disposiçãoO dia amanhece na tramaE a vida com drama.

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